"Se nos demitirmos da intervenção activa, não passaremos de desportistas de bancada, ou melhor, de políticos de café." (Francisco Sá Carneiro)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

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A Pieguice

Ultimamente critica-se muito Pedro Passos Coelho por alegadamente ter insultado os portugueses, ao chamar-lhes "piegas". Trata-se de, naturalmente, mas uma informação completamente distorcida e descontextualizada por parte da comunicação social e de todos aqueles que se sentam na ala esquerda da Assembleia da República. O Primeiro-Ministro, na cerimónia do 40.º aniversário das escolas do grupo Pedago (onde deu aluas), pediu aos professores para serem mais exigentes com os alunos, e para estes não serem piegas, porque muitas vezes lamuriam-se em defesa dos alunos ("Coitadinhos dos alunos"; "Ai que têm tanto para estudar"; etc.). Passos Coelho argumenta que os professores devem ser exigentes, com vista a melhorar o ensino e aprendizagem dos alunos, passo a citar as próprias palavras do PM: "Devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas e ter pena dos alunos, coitadinhos, que sofrem tanto para aprender, só com persistência, exigência e intransigência é que o país terá credibilidade".
É pena que alguns partidos aproveitem tudo para poderem desfazer e criticar o Governo, não optando por tomar medidas concretas que ajudem a ultrapassar este difícil momento; não, preferem ocupar-se com acontecimentos e situações desnecessárias.

Vídeo do discurso: Expresso

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

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Paulo Castro Rangel


Paulo Artur dos Santos Castro de Campos Rangel (Vila Nova de Gaia, 18 de Fevereiro de 1968) é um docente universitário e jurisconsulto, licenciado em Direito, na Faculdade de Direito da Universidade Católica do PortoÉ diretor da Associação Comercial do Porto, deputado ao Parlamento Europeu, coordenador do Grupo Europeu do PSD  e Vice-Presidente do Grupo PPE, entre outros.

Ler mais: aqui.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

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Concordas com a pena de morte?


Argumentos a favor da pena de morte:
  • A autoridade, como ministro de Deus, tem o poder sobre a vida de seus súbditos (Rom 13,4);
  • A pena de morte justificar-se-ia em casos excepcionais, quando não há outro recurso para se preservar o bem comum;
  • A função do Estado é preservar a paz pública e defender o cidadão contra a ação dos criminosos; daí, surge, por vezes, a necessidade da pena de morte;
  • Ela tem uma função dissuasório, isto é, impede a multiplicação de atos terroristas, subversivos, criminosos, etc;
  • A pena de morte seria uma nobilíssima atitude de justiça que não pode ser posta em paralelo com os crimes dos inocentes;
  • Esta sempre existiu na história da humanidade, até nos Estados Pontifícios; mesmo hoje em dia, nações bastante civilizadas mantém em suas leis a pena de morte, apesar de a aplicarem poucas vezes.

Argumentos contra a pena de morte:
  • A visão mais aprofundada da mensagem evangélica na linha do amor efetivo, do perdão, da tentativa de recuperação;
  • Compreensão cada vez melhor dos condicionamentos sociais e psíquicos das ações de cada indivíduo;
  • Experiência da ineficácia da pena capital na prevenção dos crimes;
  • O notável progresso de todo regime penitenciário, que, de um lado, isola os criminosos, e, de outro lado, pode dar hipóteses para recuperar as pessoas;
  • A irreversibilidade da morte: uma vez aplicada a pena, nunca mais pode ser restituída a vida. E  se houve um erro no julgamento?
  • A lei do olho por olho, dente por dente, já está superada; só valia em estágios mais atrasados da humanidade.


Francisco Thó Monteiro: Contra a pena de morte.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

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Tolerância de ponto no Carnaval

No passado dia 3, à noite, Pedro Passos Coelho argumentou que "ninguém perceberia" se o Governo desse tolerância de ponto numa altura em que o Executivo vai acabar com feriados.
Começo desde já por lembrar que o Carnaval não é nenhum feriado, e todos os anos o Governo é que decreta se tem condições ou não para ceder esta tolerância de ponto. No entanto, este "feriado" sempre existiu, pelo que os portugueses já o tomavam como certo, mas esqueceram-se de que não há condições para a existência deste feriado.
Num período de austeridade, em que o Executivo vai acabar com quatro feriados (5 de outubro; 1 de dezembro; Corpo de Deus; 15 de agosto), qual é o sentido de haver Carnaval?! 
O Primeiro-ministro, independentemente da decisão que tomasse, iria sempre arcar com críticas: se desse tolerância de ponto, os portugueses argumentavam que se estava a dar um "feriado" e a acabar com outros muito mais importantes; ao não dar tolerância de ponto, os portugueses argumentam que se está a quebrar uma tradição.
Além disso, um facto bastante interessante para quem desconhece, a semana em que era suposto ocorrer o Carnaval, coincide com a semana em que os dirigentes da troika estão em Portugal, o que nos leva às seguintes questões: ficariam, os dirigentes da troika, com boa impressão de Portugal? Ficariam com vontade de nos emprestar mais uns "trocos"? Não ficariam a pensar que andamos a "gozar" um bocado com a situação? Não seríamos completamente descredibilizados?
Por fim, achei interessantíssimo a intervenção de Francisco Louçã (coordenador do Bloco de Esquerda), que afirmou que "o Governo não está preocupado em melhorar a economia do país. O Governo está a piorar todos os dias a economia do país". Não me parece que seja a não trabalhar que se melhora a economia de um país, mas pronto, é só o meu ponto de vista.

Francisco Thó Monteiro
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