"Se nos demitirmos da intervenção activa, não passaremos de desportistas de bancada, ou melhor, de políticos de café." (Francisco Sá Carneiro)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

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Greve nos principais portos nacionais

Desde segunda-feira (dia 9) até sábado (dia 14), os trabalhadores dos principais portos nacionais estão a exercer o seu direito de greve, de protesto, de descontentamento. É claro que todas as pessoas têm o direito de exercer greve, mas também têm o direito de se consciencializarem que este momento que atravessamos não é o ideal para o fazer. Apesar de todos os sacrifícios que nos têm sido impostos, principalmente no que toca ao corte dos salários, estes têm uma finalidade: reduzir o défice e equilibrar as contas nacionais (estes sacrifícios não nos são impostos ao acaso, não é?!). No decorrer de uma grave crise económica é essencial que o povo, que é a maioria da população, se una, se esforce e trabalhe para ultrapassar este momento, por muito descontentes que estejam.
Esta paralisação dos portos vai comprometer o normal funcionamento de diversas empresas de diferentes sectores, e vai pôr em causa a reposição de stocks. Segundo os agentes de navegação, esta greve causará um prejuízo de dezenas de milhões de euros.
Por isso, mais uma vez reforço a ideia: podemos, e temos o direito, de nos revoltar, mas o momento não é o mais oportuno, temos de nos juntar para ultrapassar esta crise e tirar o país do "lixo".
Por Portugal!




Ler mais: aqui.

Francisco Thó Monteiro

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

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Boa noite sr. Ministro

No âmbito da discussão pública da estrutura curricular do ensino, escrevi um email dirigido ao ministério da educação (Dr. Nuno Crato) a propor a inclusão de retórica no ensino português:

"Exmos. Senhores,
Sou Francisco Thó Monteiro, tenho 17 anos, moro nas Caldas da Rainha e sou aluno do 11º ano de Línguas e Humanidades da Escola Secundária Raul Proença.
Sou um jovem que está atento à sociedade e que procura participar de forma ativa e assertiva na vida política, tentando contribuir para um futuro melhor. Ao longo da minha vida académica senti algumas lacunas, pelo o que não posso deixar de aproveitar esta oportunidade para vos propor uma medida que me parece ser essencial e que não consta na estrutura curricular no ensino de português.
Esta medida prende-se com o ensino da retórica. Sendo a retórica a arte de bem falar, com eloquência, é-nos solicitado frequentemente, principalmente na apresentação de trabalhos orais, em algumas disciplinas, nomeadamente nas de língua estrangeira, que têm um peso muito relevante na classificação final do aluno, embora tal 'arte' nunca nos tenha sido em qualquer ano curricular ministrada.
Por isso reforço a ideia que, embora nunca nos tenham ensinado como é que se deve apresentar um trabalho oral (apenas alguns pormenores básicos, como por exemplo uma postura adequada), nas várias disciplinas curriculares, fazemos apresentações de trabalhos cuja classificação influencia fortemente a nota final. A retórica é muito mais que isso e, apesar de nos alertarem para a nossa postura, existem técnicas que se podem ensinar de modo a tornar as apresentações dos oradores interessantes para quem os está a escutar. Mas não se trata só de agradar os ouvintes mas também como trabalhar a atitude, a eloquência e a postura do orador, para que este se sinta confortável a discursar perante uma plateia.
A capacidade de expressão em público é algo que nos acompanha ao longo da vida, quer na escola, quer numa futura profissão ou inclusive numa entrevista de emprego e é, sem dúvida, uma competência que se deve criar ou amadurecer nos jovens portugueses, por isso, penso que seria fundamental integrar o ensino de retórica como conteúdo programático na disciplina de Língua Portuguesa no decorrer do ensino básico, e na disciplina de Português ou Filosofia no ensino secundário, com vista a melhorar o futuro do nossos estudantes e consequentemente o futuro do nosso país. 
Concluo questionando: 
Se nos lecionam os conteúdos programáticos de uma disciplina antes de realizarmos um teste escrito de avaliação, porque é que, antes de uma apresentação oral, sujeita também a avaliação, não somos igualmente "ensinados"?

Atentamente,
Francisco Thó Monteiro"


Têm uma ideia que desejam partilhar? O governo está aberto a sugestões (referentes à educação em Portugal) até dia 31 de janeiro. Podem fazê-lo enviando um email, tal como eu, para: revisao.estrutura.curricular@mec.gov.pt

Não fiquem só pelo 'falar'! É a nossa vez de participar!

Francisco Thó Monteiro

sábado, 7 de janeiro de 2012

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Em 2012

Estamos num novo ano, e com ele, momentos de alegrias e momentos de tristezas. 
Este ano que se segue vai ser (muito) difícil no que toca a matéria económica e financeira; vai ser um ano de austeridade, mas também de esperança, pois essa é a última a morrer! Apesar de todos os sacrifícios que vamos ter que enfrentar para equilibrar as contas nacionais e reduzir o défice, cada vez mais nos aproximamos do 'início do fim' desta crise económica que atinge a maior parte dos países do mundo, e poderemos voltar à "normalidade".
Desejo-vos um excelente ano e que nunca percam a esperança.
Feliz 2012!


Francisco Thó Monteiro

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

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Retórica

Retórica é a arte de bem falar, com eloquência. E não a usamos todos os dias?
Venho falar-vos deste tema porque, na minha opinião, é-lhe dado pouquíssima importância no ensino. Quantas vezes é que nós, alunos, apresentámos trabalhos orais? Muitas mesmo. E a todas as disciplinas: Português, História, Ciências, Filosofia, etc.
Mas questiono-vos: alguma vez aprendemos a apresentar corretamente um trabalho oral?
Infelizmente, não. Apesar de nos dizerem "tira as mãos dos bolsos" ou "desencosta-te à mesa que não estás numa esplanada", para apresentarmos um trabalho que se torne interessante para quem está a ouvir, precisamos de falar de forma eloquente, precisamos de algumas técnicas que se podem usar para tornar isso possível.
E os nervos? Quando chega a nossa vez de apresentar as mãos tremem, estamos assustados e com vergonha, e às vezes até choramos. Porquê? Porque nunca nos ensinaram a falar para uma plateia e, em geral, as pessoas têm vergonha e medo de errarem em público, mesmo em frente da turma, onde existe um clima mais 'confortável'.
Isto traz consequências para o futuro, aliás, basta pensarmos nas entrevistas de emprego, onde nos deparamos com totais desconhecidos a quem temos de convencer que somos os melhores para aquele lugar, que, por vezes, é aquele emprego que tanto queremos, e pela falta de 'treino' a falar em público, escorregamos e voltamos à estaca zero.
Com tantas ideias que pretéritos governos já tiveram, acho que não era de todo absurdo dar mais importância à retórica, visto que esta nos acompanha ao longo da vida.
Por isso, defendo a implementação de uma disciplina dedicada a retórica, ou simplesmente integrar a retórica na disciplina de Português, com vista a melhorar o futuro do nosso país, bem como o futuro dos nossos estudantes.

Francisco Thó Monteiro
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